INSTITUTO FREIDIANO DE ESTUDOS PSICANALÍTICOS

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Confira abaixo as principais mudanças no Super Simples com a aprovação de hoje (Psicanálise)

Confira abaixo as principais mudanças no Super Simples com a aprovação de hoje
Passa a valer o critério do porte para a opção e não mais o da atividade exercida.

Poderão ingressar no Simples Nacional a partir de janeiro de 2015, as empresas de:
1) medicina, inclusive laboratorial e enfermagem;
2) medicina veterinária;
3) odontologia;
4) psicologia, psicanálise, terapia ocupacional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia e de clínicas de nutrição, de vacinação e bancos de leite;
5) fisioterapia;
6) advocacia;
7) serviços de comissaria, de despachantes, de tradução e de interpretação;
8) arquitetura, engenharia, medição, cartografia, topografia, geologia, geodésia, testes, suporte e análises técnicas e tecnológicas, pesquisa, design, desenho e agronomia;
9) corretagem;
10) representação comercial e demais atividades de intermediação de negócios e serviços de terceiros;
11) perícia, leilão e avaliação;
12) auditoria, economia, consultoria, gestão, organização, controle e administração;
13) jornalismo e publicidade;
14) agenciamento, exceto de mão-de-obra;
15)  outras atividades do setor de serviços,  que tenham por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural.
 A medida deve beneficiar mais de 447 mil empresas, envolvendo 140 (cento e quarenta) atividades.
Universalização do Simples Nacional
Não podem optar pelo Simples as empresas prestadoras de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, as que prestam serviços de instrutor, de corretor, de despachante ou de qualquer tipo de intermediação de negócios, e as que realizam atividade de consultoria.
Leia a reportagem completa;


http://smpe.gov.br/noticias/novo-simples-e-aprovado-por-unanimidade-na-camara-dos-deputados

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Semelhança entre luto e melancolia



Freud, ao estabelecer a comparação entre os processos do luto e da melancolia, toma a perda como elemento central. A diferença entre os dois processos seria o destino dessa perda. No luto, ela é verbalizada e o enlutado sabe perfeitamente o que perdeu. O trabalho do luto visa elaborar essa perda. Na melancolia temos, segundo Freud, a certeza de uma perda, só que o melancólico não sabe o que perdeu. Ao mesmo tempo em que a perda é evidente, ela é inteiramente desconhecida. Freud avança a hipótese de que o melancólico não perdeu um objeto, mas perdeu-se no objeto.

O paciente depressivo se refere a uma perda de si mesmo. Em seu discurso ele diz que já foi alegre, espontâneo, entusiasmado ou orgulhoso de si mesmo, mas isso foi perdido em algum momento de sua vida. Nesses relatos feitos durante a análise é possível remeter esta perda de si à questão da identidade e dos ideais. Trata-se da perda de uma imagem de si mesmo que é trazida ao falar deste passado, um passado em que ainda não havia cabelos brancos, os dentes estavam intactos e o sujeito não tinha vergonha de si ou medo de ser comparado com uma pessoa mais jovem e mais capaz.

A narrativa remete a uma imagem irremediavelmente perdida e o paciente muitas vezes se pergunta para onde foi a sua vida, a sua vitalidade e sua alegria de viver, numa perda que é impossível de ser resgatada. Estes elementos teóricos exemplificam situações muito comuns que foram escolhidas em função dos problemas encontrados no atendimento destes sujeitos. O trabalho da Psicanálise é ajudar o paciente a fazer o resgate de sua auto-estima e permitir que ele possa entender a circunstância em que vive, passando a contemplar novos horizontes a partir de uma visão mais ampla de si mesmo.



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Introdução a aula de recuperação dos Módulos Teoria Psicanalítica I&II

  SOCIEDADE PSICANALÍTICA ORTODOXA DO BRASIL  SPOB - POLO/RS

Curso Livre de Capacitação em Psicanálise
É surpreendente quão pequena proporção da vastíssima literatura psicanalítica é dedicada à técnica psicanalítica e quão menos ainda à teoria da técnica. Otto Fenichel
Introdução a aula de recuperação dos             Módulos Teoria Psicanalítica I&II  - 
 Se realizará no dia 30 de Agosto
Somos, os Psicanalistas, praticantes de uma arte que sendo bastante em si mesma, vale-se, acessoriamente, de vários outros conhecimentos para atuar na área humana que é definida como psíquica e que se caracteriza por ser uma realidade absoluta de natureza metafísica. Falamos do metafísico apenas para, de saída, bosquejarmos a dificuldade do nosso trabalho, pois se os males a que nos contrapomos são reais, tudo o mais que temos de considerar é impalpável e de complexo acesso, vez que lidamos com o emocional e um emocional, mor das vezes, desconhecido, inconsciente.
Somos, também, os únicos profissionais que não usamos instrumentos, e, tratando de pessoas, não as tocamos, não lhes ministramos qualquer droga e nem ao menos lhes damos conselhos, e, no entanto, as curamos! Daí dizermos que o nosso ofício é uma arte, desafiadora, é verdade, e que por isso mesmo, exige de nós uma total dedicação, o máximo de horas de estudos, o máximo de pesquisa, o máximo de trocas com as comunidades afins.
Tudo que vai escrito nesta introdução resulta de nossas atividades profissionais e corresponde à experiência de algum tempo de trabalho em clínica psicanalítica e em análise didática, trabalhos que começaram sob o preocupante efeito das seguintes palavras de Sigmund Freud:
“Os processos psíquicos são, em si mesmos, inconscientes e os processos conscientes são atos isolados, frações de vida psíquica total. Os processo da vida psíquica inconsciente, são dominados, na maior parte, pelas tendências que podem ser qualificadas de sexuais, no sentido restrito ou lato do termo. Este último pressuposto é, na realidade, a característica fundamental da Psicanálise, que consiste, essencialmente, na tentativa de explicar a vida inteira do homem e não só aquela privativa ou individual, mas também a pública e a social, recorrendo a uma única força que é o instinto sexual ou libido, no sentido técnico deste termo.”
Com o fim de apresentar uma contribuição aos interessados em aprender algo sobre o que norteia o trabalho do Psicanalista enquanto clínico, começamos por nos definir profissionalmente, mas mesmo assim convém que estabeleçamos as diferenças que há entre nós, os psiquiatras e os psicólogos: nós, os psicanalistas, nos concentramos na natureza dos seres humanos e buscamos compreender o comportamento e a experiência de quem se aproxima de nós, dentro de um gradiente que varia entre os extremos mais elevados e aqueles mais degradados, por sabermos que a psicanálise tem tudo a oferecer para a compreensão do indivíduo e dos seus incontáveis e singulares conflitos. Já os psiquiatras se detêm na anormalidade sob o ponto de vista médico enquanto que os psicólogos, atentos a definições rígidas, focam a personalidade, desmontando-a, visando examinar tudo a partir das conceituações acerca da percepção, da aprendizagem, da consciência, da memória, da emoção, da atenção e de outros enfoques, não atentando para a integralidade do ser humano, enquanto que nós, de nossa parte, vivemos a estudar o desenvolvimento e as suplementações das teorias propostas e desenvolvidas por SF e as aplicamos nos nossos pacientes, sabendo que cada caso tem suas vertentes peculiares e por causa disso mesmo, gastamos muito do tempo a considerar as mais variadas possibilidades, o que exige muita atenção, muita leitura e uma bem ajustada compreensão de nós mesmos, sendo que esta compreensão bem ajustada só é obtida nas sessões de análise didática, pois é fundamentalmente ético para nós aplicar, nos nossos paciente, o que em nós foi aplicado e apresentarmo-nos diante deles somente depois de eliminarmos todos os afetos que, fatalmente, poderiam causar interferências indesejáveis no nosso trabalho como profissionais, o que, em termos simples, poderia ficar da seguinte forma: Psicanalista Clínico-Análise Didática + Leitura Intensiva e Extensiva.
Temos de ter sempre presente que, mesmo sendo dedicadamente estudiosos, jamais teremos atingido o grau desejável de conhecimento, pois nunca nos firmaremos num diagnóstico a partir do estudo de peças anatômicas, nem de filmes radiográficos, nem de exames laboratoriais, nem da descoberta de novas drogas, nem de testes psicométicos, vez que o nosso paciente é um ser humano ímpar, que veio de um ambiente familiar ímpar e que se desenvolveu ajustando-se a condições ímpares, influenciadas pela maneira ímpar como ele entendeu o que atuou sobre ele de forma continuada ou então lhe aconteceu por uma fração de segundo, num abrir e fechar de olhos.
Para terminar estes comentários introdutórios, sinto-me na obrigação de dizer que aquele que queira estudar Psicanálise para vivê-la em seu consultório, faça-o com objetividade, escoimando dos textos as bolhas hiperbólicas e/ou filosóficas que muitos colegas insistem em aditar aos seus escritos, cujo mérito único é o de demonstrar o quanto exerciam a imaginação e a ousadia, enquanto que, no dia-a-dia do clínico, se não se pode dizer que prevalece a prática de uma ciência exata, pode-se, entretanto, demonstrar que curamos as pessoas, e a cura só é conseguida em cima de conhecimentos que nos proporcionem técnicas e procedimentos delineados com absoluta nitidez e objetividade.
Esta apostila foi produzida com a intenção de apresentar referências aos assuntos, aos quais, de forma extensiva, são apresentados em outros livros. Procuramos, ao máximo, ser claros, já que o que nos foi solicitado pela SPOB.
“Torne compreensíveis os fundamentos da teoria psicanalítica, fazendo-o, de tal forma, que esta apostila sirva de introdução á literatura psicanalítica.”
“Por teoria psicanalítica entendemos ser um conjunto harmônico de hipóteses acerca do funcionamento e do desenvolvimento da estrutura mental do ser humano, caracterizando-se por ser, indubitavelmente, a mais importante das descobertas que se realizaram na área da psicologia humana.
Ao tratarmos de teoria da psicanálise, queremos passar aspectos conceptuais acerca do que é normal e do que é patológico, pois nos nossos consultórios, nos votamos para os que se encontram mentalmente enfermos, ou então, mentalmente perturbados. É por tratarmos da anormalidade, que a teoria psicanalítica se interessa tanto pelo anormal, quanto pelo patológico.
Ao introduzirmos os assuntos referentes à Psicanálise II, queremos sugerir aos nossos colegas em formação que adotem como norma, ante qualquer paciente, atento às queixas apresentadas, o que nos manda perguntar um outro grande mestre, Charles Brenner:
“Que foi isso que as provocou? Por que aconteceu assim?”
O método aqui usado foi o de ler os mestres e re-escrever: foi um trabalho de elaboração, formulado para servir. Tomara que seja útil.
Coordenador; Castilho Sanhudo.
End. Rua Profº Annes dias,166/103 - fones (51) 84497408 / 3024 7559
e-mail- castilhoss28@hotmail.com  -  spobpolors@gmail.com