INSTITUTO FREIDIANO DE ESTUDOS PSICANALÍTICOS

sábado, 13 de setembro de 2025

 

          

A PSICANÁLISE

MÉTODO E FORMA DE ATUACÃO

A função primordial da clínica psicanalítica — a análise — é buscar a origem do sintoma, ou do comportamento manifes­to, ou do que é verbalizado, isto é, integrar os conteúdos incons­cientes na consciência com o objetivo de cura ou de autoconhecimento. Para isso, é necessário vencer as resistências do indi­víduo, que impedem o acesso ao inconsciente.

O método para atingir esses objetivos é o da interpreta­ção dos sonhos, dos atos falhos (os esquecimentos, as substitui­ções de palavras etc.) E as associações livres. Em cada um des­ses caminhos de acesso ao inconsciente é a história pessoal que conta. Cada palavra, cada símbolo tem um significado particu­lar para cada indivíduo. Por isso é que se diz que, a cada nova situação, repete-se a experiência inaugurada por Freud.

É comum imaginarmos a Psicanálise acontecendo num con­sultório com um paciente deitado num diva, até porque esta tem sido, tradicionalmente, a sua prática. Porém, coexistindo com isto, é possível observar o esforço de estudiosos no sentido de ampliar o raio de contribuição da Psicanálise aos fenômenos de grupos, às práticas institucionais e à compreensão de fenôme­nos sociais, como a violência e a delinquência, por exemplo.

 

 

Castilho S. Sanhudo- Psicanalista Didata

Diretor Presidente- Tef. 51-998608057

Credenciado na CASS OAB- POA

 


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

 


INSTITUTO   FREUDIANO DE ESTUDOS Psicanalíticos

      Fazer ou não fazer análise?

 

Eis a questão!

 

A Psicanálise não exige publicidade. É uma prática que deve ser feita sem alarde, com discrição e elegância necessárias ao bom desempenho da função. É um serviço prestado a partir de uma contratação verbal, firmada em uma relação de mútua de confiança. E num tempo em que o mundo parece estar virando de pernas para o ar confiar é muito mais do que acreditar no outro: e ser honesto consigo mesmo e não temer o que virá pela frente. Afinal, fazer análise é um ato de compromisso pessoal, uma atitude madura e sensata de quem quer encontrar seu verdadeiro Eu.

Sobre este ponto já foram erguidos muitos tratados e não é nossa intenção trazê-los à tona aqui. Basta dizer que muitas vezes nos surpreendemos com quem somos verdadeiramente, acima das máscaras da Persona, da Sombra, dos complexos e da imensa estrutura do Ego, com seus mecanismos de defesa e seus desejos. Aqueles pacientes perseverantes conseguem se desnudar o suficiente para enxergar tudo isso e ver quem realmente são enquanto outros não ousam chegar a tal ponto. Enfim, cada qual tem a sua formação e percepção sobre as demandas intimistas e sabe a hora de bater à porta do consultório.

 

Vencidas estas barreiras ainda restam algumas dúvidas sobre dar ou não dar este passo. Escolher um analista é uma tarefa preocupante para quem quer fazer terapia. As perguntas mais frequentes que passam pela cabeça do candidato a deitar no divã são as mais variadas possíveis: “E se eu não me agradar do analista depois de começar o tratamento?” ou “Como vou confiar meus segredos a uma pessoa que não conheço?” ou mesmo “Para que vou vasculhar o passado se não posso mudar nada do que aconteceu?” Talvez não tenha argumentos para convencer o leitor da importância da terapia até que cada um compreenda por si mesmo as coisas que mudaram em razão da análise. Pode ser que nem tudo seja resolvido na beira do divã, mas tem muita coisa na vida da gente que precisa ser entendida com a ajuda de um profissional especialmente preparado para ajudar pessoas que querem se encontrar.

Pense nisso.

Castilho S.Sanhudo – Psicanalista Didata