INSTITUTO FREIDIANO DE ESTUDOS PSICANALÍTICOS

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

A Psicanálise foi definida por Freud em 1923 como:..

 INSTITUTO FREIDINO DE ESTUDOS PSICANALÍTICO



A Psicanálise foi definida por Freud em 1923 como:


1. Um procedimento para a investigação de processos mentais que são quase inacessíveis por qualquer outro modo,
2. um método (baseado nessa investigação) para tratamento de distúrbios neuróticos e,
3. uma coleção de investigações psicológicas obtidas ao longo dessas linhas, e que gradualmente se acumula numa nova disciplina científica (Dois verbetes de enciclopédia).

A exigência de cientificidade também alcança a Psicanálise. Contudo, ela possui características singulares na constituição de suas hipóteses teóricas. Prof. Freud a define como método investigativo e para tal temos um enquadre: sessões semanais; tempo das sessões; pagamento; transferência analisada na relação com o analista; abstinência do analista em julgamento e interferência na vida do analisando. De forma geral os psicanalistas seguem estes preceitos para o seu ofício.
Esse enquadre que possibilita a investigação e é intrínseco à Psicanálise é objeto de críticas ao seu corpo teórico porque implica em contato direto com o seu objeto , o inconsciente. O setting analítico engendra o próprio saber. A transposição do conhecimento oriundo da clínica para o social sempre foi questionada, considerando-se que o social é atravessado por muitos outros fatores o que é verdade, também se questiona a interferência da subjetividade do analista nas proposições construídas. É uma discussão infrutífera. Os adeptos da cientificidade têm a seu favor toda a metodologia e validação do discurso das ciências experimentais. E nós o inconsciente com suas produções...
Caminhando alguns passos com Castoriadis (1987, p. 138), temos uma responsabilidade que não podemos ignorar: é o pensar e o fazer num mundo obscuro. Tendo de lado a matéria psíquica e do outro, exigência de pensar e fazer, sem poder nos justificar com "um nada a fazer ou nada a pensar sobre isto", para não correr o risco de sermos chamados de charlatões. É um momento presente que não há mestre, mas dominantes, exploradores e manipuladores. O discurso sobre a fala dos mestres pertence aos peões.
Nos afastemos desses impasses e retomemos a nossa primeira questão, reconhecendo que a insegurança da prática no social marcada pela matemática e lógica pode nos levar a sermos dogmáticos e burocratas. Não acreditamos que este seja o nosso destino... Popper, citado por Kaufmann (1993), nos diz que se o critério de verdade, no sentido lógico, não pode ser usado, então se deve usar um critério de demarcação. Dessa forma ficamos analisando que, talvez, devêssemos repensar o enquadre e tentar transpô-lo para outras situações onde o "psicanalista sem divã" se encontre. De outro jeito, caímos num lugar de realizar um ofício que a priori não é possível porque falta aquilo que o constitui.
No corpo teórico da psicanálise temos conceitos como: castração, limite, falta, feminilidade, passividade, impotência. Eles se articulam de muitas maneiras nos inúmeros quadros que se apresentam, sempre denunciando a dificuldade de lidar com o não, com a incompletude, com a dependência, com o desejo; com a realidade... Não é nosso objetivo neles nos determos, vamos citá-los para articulá-los posteriormente com outras idéias. É óbvio para nós que são temas que vai de encontro à sociedade do impossível ser possível. É um mundo onde o fim do impossível de ontem parece implicar no cumprimento de todo possível.
Esta situação torna os sujeitos, instituições e comunidades dependentes dos experts que trarão as sábias respostas científicas, mesmo que de efêmera duração. Porque esta é a característica do saber produzido, ser questionado, re-experimentado, renovado.
Se fora do setting não podemos contar com:
 1. uma situação de neutralidade analítica ideal; 
2. o uso da transferência como ferramenta fundamental ao nosso trabalho; 
3. dias e horários da sessão definidos, temos de criar um novo aparato que nos permita atuar no social. A palavra é nossa arma mesmo que desvalorizada. 
Se as instituições, comunidades e qualquer outra realidade conseguirem espaço para se pronunciarem , isto nós podemos conceder , vão se deparar com o não saber, a impotência, submissão e servidão a um saber estabelecido, limites de seu cotidiano... e principalmente com o desamparo de não ter um sábia resposta, o vácuo se instala ... Esta situação a Psicanálise pode provocar através do ofício de seus artífices. Porque neste encontro com seus limites, algo começará a ser criado, construído... margeando os parâmetros atuais de exigências de cientificidades. Talvez... Mas o lugar de margear discursos estabelecidos sempre foi nossa sina... e continuaremos a construir "apesar de"...
Lidando com a angústia do impasse de saber que nenhum de nós pode ser neutro e/ou isento das influências das tribos que nos rodeiam e das que fazemos parte...
Continuaremos no meio do ruído ensurdecedor das soluções corretas e científicas, o silêncio do "não saber" abre espaço para escutar , não ouvir , o diferente, o novo, deixando espaço para possíveis construções... Descobrindo e re-descobrindo a cada dia e momento pequenas veredas no emaranhado de caminhos e guias turísticos desse nosso mundo novo.
"Ao que não podemos chegar voando, temos de chegar manquejando"

(Freud, S. Além do Princípio do Prazer, 1920).

terça-feira, 8 de setembro de 2020


INSTITUTO FREIDINO DE ESTUDOS PSICANALÍTICO


A Psicanálise foi definida por Freud em 1923 como:


1. Um procedimento para a investigação de processos mentais que são quase inacessíveis por qualquer outro modo,
2. um método (baseado nessa investigação) para tratamento de distúrbios neuróticos e,
3. uma coleção de investigações psicológicas obtidas ao longo dessas linhas, e que gradualmente se acumula numa nova disciplina científica (Dois verbetes de enciclopédia).

A exigência de cientificidade também alcança a Psicanálise. Contudo, ela possui características singulares na constituição de suas hipóteses teóricas. Prof. Freud a define como método investigativo e para tal temos um enquadre: sessões semanais; tempo das sessões; pagamento; transferência analisada na relação com o analista; abstinência do analista em julgamento e interferência na vida do analisando. De forma geral os psicanalistas seguem estes preceitos para o seu ofício.
Esse enquadre que possibilita a investigação e é intrínseco à Psicanálise é objeto de críticas ao seu corpo teórico porque implica em contato direto com o seu objeto , o inconsciente. O setting analítico engendra o próprio saber. A transposição do conhecimento oriundo da clínica para o social sempre foi questionada, considerando-se que o social é atravessado por muitos outros fatores o que é verdade, também se questiona a interferência da subjetividade do analista nas proposições construídas. É uma discussão infrutífera. Os adeptos da cientificidade têm a seu favor toda a metodologia e validação do discurso das ciências experimentais. E nós o inconsciente com suas produções...
Caminhando alguns passos com Castoriadis (1987, p. 138), temos uma responsabilidade que não podemos ignorar: é o pensar e o fazer num mundo obscuro. Tendo de lado a matéria psíquica e do outro, exigência de pensar e fazer, sem poder nos justificar com "um nada a fazer ou nada a pensar sobre isto", para não correr o risco de sermos chamados de charlatões. É um momento presente que não há mestre, mas dominantes, exploradores e manipuladores. O discurso sobre a fala dos mestres pertence aos peões.
Nos afastemos desses impasses e retomemos a nossa primeira questão, reconhecendo que a insegurança da prática no social marcada pela matemática e lógica pode nos levar a sermos dogmáticos e burocratas. Não acreditamos que este seja o nosso destino... Popper, citado por Kaufmann (1993), nos diz que se o critério de verdade, no sentido lógico, não pode ser usado, então se deve usar um critério de demarcação. Dessa forma ficamos analisando que, talvez, devêssemos repensar o enquadre e tentar transpô-lo para outras situações onde o "psicanalista sem divã" se encontre. De outro jeito, caímos num lugar de realizar um ofício que a priori não é possível porque falta aquilo que o constitui.
No corpo teórico da psicanálise temos conceitos como: castração, limite, falta, feminilidade, passividade, impotência. Eles se articulam de muitas maneiras nos inúmeros quadros que se apresentam, sempre denunciando a dificuldade de lidar com o não, com a incompletude, com a dependência, com o desejo; com a realidade... Não é nosso objetivo neles nos determos, vamos citá-los para articulá-los posteriormente com outras idéias. É óbvio para nós que são temas que vai de encontro à sociedade do impossível ser possível. É um mundo onde o fim do impossível de ontem parece implicar no cumprimento de todo possível.
Esta situação torna os sujeitos, instituições e comunidades dependentes dos experts que trarão as sábias respostas científicas, mesmo que de efêmera duração. Porque esta é a característica do saber produzido, ser questionado, re-experimentado, renovado.
Se fora do setting não podemos contar com:
 1. uma situação de neutralidade analítica ideal; 
2. o uso da transferência como ferramenta fundamental ao nosso trabalho; 
3. dias e horários da sessão definidos, temos de criar um novo aparato que nos permita atuar no social. A palavra é nossa arma mesmo que desvalorizada. 
Se as instituições, comunidades e qualquer outra realidade conseguirem espaço para se pronunciarem , isto nós podemos conceder , vão se deparar com o não saber, a impotência, submissão e servidão a um saber estabelecido, limites de seu cotidiano... e principalmente com o desamparo de não ter um sábia resposta, o vácuo se instala ... Esta situação a Psicanálise pode provocar através do ofício de seus artífices. Porque neste encontro com seus limites, algo começará a ser criado, construído... margeando os parâmetros atuais de exigências de cientificidades. Talvez... Mas o lugar de margear discursos estabelecidos sempre foi nossa sina... e continuaremos a construir "apesar de"...
Lidando com a angústia do impasse de saber que nenhum de nós pode ser neutro e/ou isento das influências das tribos que nos rodeiam e das que fazemos parte...
Continuaremos no meio do ruído ensurdecedor das soluções corretas e científicas, o silêncio do "não saber" abre espaço para escutar , não ouvir , o diferente, o novo, deixando espaço para possíveis construções... Descobrindo e re-descobrindo a cada dia e momento pequenas veredas no emaranhado de caminhos e guias turísticos desse nosso mundo novo.
"Ao que não podemos chegar voando, temos de chegar manquejando"

(Freud, S. Além do Princípio do Prazer, 1920).

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

 


INSTITUTO FREIDIANO DE ESTUDOS PSICANALÍTICO - 

CURSO LIVRE DE FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE

TURMA  II PORTO ALEGRE

 

O curso Livre de formação em Psicanálise aplica-se a todas as áreas da Vida Humana. Pode ser utilizada para todas as vertentes da Ciência Humana - através do conhecimento das causas que angustiam e origem dos comportamentos e inquietações. É a ciência e arte de entender a si e o outro, buscando proporcionar o equilíbrio mental para melhor desempenho das atividades pessoais e profissionais.

O Curso se baseia nos ensinamentos de Sigmund Freud e apreciação das vertentes:

Melaine Klein, Jacques Lacan, Donald W. Winnicott, Wilfred Ruprecht Bion e os outros psicanalistas contemporâneos.

A todos os profissionais com curso superior  ou em fase de conclusão, em qualquer área do conhecimento.

·        29 módulos presenciais uma vez ao mês num final de semana.

·         Resenhas mensais e monografia de formação.

·         2.128 horas total.      

·         Apostilas atualizadas com visão da psicanálise contemporânea.

·         Corpo docente de vários estados do país.

·         Certificado pelo Centro Psicanalítico Contemporâneo.

Local: End. Rua Caldas junio,20/42

Início: Previsão semprovisão de inicio. inicio. mensal, 

Porto Alegre – RS - Com Castilho Sanhudo.

End. Rua Caldas Junior/20/ coj.42 - fones (51) 99860-8057

WhatsApp- 99860-8057-

 e-mail-  castilhoss28@gmail.com 

Vejam mais: https://www.em atualisação -  

quinta-feira, 23 de julho de 2020


INSTITUTO FREUDIANO DE ESTUDOS PSICANALÍTICO
CURSO LIVRE FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE

INSCRIÇÕES ABERTA - 
INCIO PREVISTO PARA  MARCO-2025

ADMISSÃO PARA A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL EM PSICANÁLISE

A profissão de psicanalista é livre no Brasil, não regulamentada, mas reconhecida como profissão.
– Psicanalista – Analista (psicanálise), não existindo nenhuma Lei que proíba a existência de cursos de Psicanálise e muito menos que impeça o exercício da profissão, sendo amparado pelo Artigo 5º da Constituição Federal, nos incisos II e XIII, e classificado na CBO, nº 2515-50 do Ministério do Trabalho.
QUEM PODE FAZER O CURSO?
Poderão participar do curso livre  Psicanálise, candidatos que possuam Curso Superior completo ou em fase de conclusão, de qualquer graduação.
A PROFISSÃO:
A profissão de Psicanalista é classificada na CBO ( Classificação Brasileira de Ocupações), portaria nº397/TEM, de 09.10.2002 sob o nº 2515-50, podendo ser exercida em todo Território Nacional, em Consultórios, Colégios, Clínicas e Instituições que atuem na área da Saúde Mental e no tratamento das Psiconeuroses.
OBJETIVO GERAL DO CURSO:
Promover estudos de formação em Psicanálise e ciências afins, bem como capacitar novos psicanalistas em todo Território Nacional para o exercício da profissão de acordo com as disposições legais atuais. Proporcionar a capacitação do profissional Psicanalista nos postulados das doutrinas Freudianas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO CURSO:
Ao concluir o processo de capacitação, o profissional deverá estar apto para:
• Identificar os princípios teóricos e práticos da Psicanálise;
• Diferenciar os vários conceitos das correntes psicanalíticas;
• Conhecer os fundamentos epistemológicos das principais escolas psicanalíticas pesquisadas e estudadas no processo de capacitação;
• Desenvolver com ética e competência a capacitação analítica.
• Conhecer e promover Políticas de Saúde Mental que estejam relacionadas ao campo do saber analítico.
METODOLOGIA DO CURSO:
Teórica, Prática (Estágio e Paciente Piloto), Análise didática pessoal, Supervisão e Monografia.
Público Alvo:
O curso é aberto a profissionais com formação universitária. Poderão ingressar no curso as pessoas que estejam cursando graduação, sendo necessário apresentar uma declaração da universidade. Aos portadores de curso superior, deverão apresentar cópia do diploma de graduação ou declaração de conclusão de curso. O candidato que apresentar declaração de conclusão de curso deve apresentar seu diploma de graduação até a conclusão do curso de Psicanálise.
REALIZADO EM 28 MÓDULOS

 PRESENCIAL -  1 Módulo aula, sábado- das 8hs - 15hs.
PRESENCIAL -2 -SEMINÁRIO. Das 8h as 12.hs
 A apostila referente ao módulo será entregue no referente módulo.
O calendário dos módulos estará na Apostila 1.
Com as datas pré agendado.
Castilho S.Sanhudo
Diretor Presidente.

domingo, 19 de abril de 2020

 

Fazer ou não fazer análise?

Eis a questão!

 

A Psicanálise não exige publicidade. É uma prática que deve ser feita sem alarde, com discrição e elegância necessárias ao bom desempenho da função. É um serviço prestado a partir de uma contratação verbal, firmada em uma relação de mútua de confiança. E num tempo em que o mundo parece estar virando de pernas para o ar confiar é muito mais do que acreditar no outro: e ser honesto consigo mesmo e não temer o que virá pela frente. Afinal, fazer análise é um ato de compromisso pessoal, uma atitude madura e sensata de quem quer encontrar seu verdadeiro Eu.

Sobre este ponto já foram erguidos muitos tratados e não é nossa intenção trazê-los à tona aqui. Basta dizer que muitas vezes nos surpreendemos com quem somos verdadeiramente, acima das máscaras da Persona, da Sombra, dos complexos e da imensa estrutura do Ego, com seus mecanismos de defesa e seus desejos. Aqueles pacientes perseverantes conseguem se desnudar o suficiente para enxergar tudo isso e ver quem realmente são enquanto outros não ousam chegar a tal ponto. Enfim, cada qual tem a sua formação e percepção sobre as demandas intimistas e sabe a hora de bater à porta do consultório.

Vencidas estas barreiras ainda restam algumas dúvidas sobre dar ou não dar este passo. Escolher um analista é uma tarefa preocupante para quem quer fazer terapia. As perguntas mais frequentes que passam pela cabeça do candidato a deitar no divã são as mais variadas possíveis: “E se eu não me agradar do analista depois de começar o tratamento?” ou “Como vou confiar meus segredos a uma pessoa que não conheço?” ou mesmo “Para que vou vasculhar o passado se não posso mudar nada do que aconteceu?” Talvez não tenha argumentos para convencer o leitor da importância da terapia até que cada um compreenda por si mesmo as coisas que mudaram em razão da análise. Pode ser que nem tudo seja resolvido na beira do divã, mas tem muita coisa na vida da gente que precisa ser entendida com a ajuda de um profissional especialmente preparado para ajudar pessoas que querem se encontrar.

Pense nisso.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

INSTITUTO FREIDINO DE ESTUDOS PSICANALÍTICO

CURSO LIVRE DE formação EM PSICANÁLISE


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