INSTITUTO FREIDIANO DE ESTUDOS PSICANALÍTICOS
terça-feira, 7 de outubro de 2025
sexta-feira, 3 de outubro de 2025
sábado, 13 de setembro de 2025
A PSICANÁLISE
MÉTODO E FORMA DE ATUACÃO
A função primordial da clínica psicanalítica — a análise
— é buscar a origem do sintoma, ou do comportamento manifesto, ou do
que é verbalizado, isto é, integrar os conteúdos inconscientes
na consciência com o objetivo de cura ou de autoconhecimento. Para isso, é
necessário vencer as resistências do indivíduo, que impedem
o acesso ao inconsciente.
O
método para atingir esses objetivos é o da interpretação dos
sonhos, dos atos falhos (os esquecimentos, as substituições de palavras etc.) E as associações livres. Em
cada um desses caminhos de acesso
ao inconsciente é a história pessoal que conta. Cada palavra, cada símbolo tem
um significado particular para cada indivíduo. Por isso é que se diz que, a
cada nova situação, repete-se a
experiência inaugurada por Freud.
É comum imaginarmos a Psicanálise acontecendo num consultório
com um paciente deitado num diva, até porque esta tem sido,
tradicionalmente, a sua prática. Porém, coexistindo com isto, é possível
observar o esforço de estudiosos no sentido de ampliar o raio de
contribuição da Psicanálise aos fenômenos de grupos, às
práticas institucionais e à compreensão de fenômenos sociais,
como a violência e a delinquência, por exemplo.
Castilho
S. Sanhudo- Psicanalista Didata
Diretor
Presidente- Tef. 51-998608057
Credenciado
na CASS OAB- POA
segunda-feira, 26 de maio de 2025
quarta-feira, 21 de maio de 2025
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025
Eis a questão!
A Psicanálise
não exige publicidade. É uma prática que deve ser feita sem alarde, com
discrição e elegância necessárias ao bom desempenho da função. É um serviço
prestado a partir de uma contratação verbal, firmada em uma relação de mútua de
confiança. E num tempo em que o mundo parece estar virando de pernas para o ar
confiar é muito mais do que acreditar no outro: e ser honesto consigo mesmo e
não temer o que virá pela frente. Afinal, fazer análise é um ato de compromisso
pessoal, uma atitude madura e sensata de quem quer encontrar seu verdadeiro Eu.
Sobre este
ponto já foram erguidos muitos tratados e não é nossa intenção trazê-los à tona
aqui. Basta dizer que muitas vezes nos surpreendemos com quem somos
verdadeiramente, acima das máscaras da Persona, da Sombra, dos complexos e da
imensa estrutura do Ego, com seus mecanismos de defesa e seus desejos. Aqueles
pacientes perseverantes conseguem se desnudar o suficiente para enxergar tudo
isso e ver quem realmente são enquanto outros não ousam chegar a tal ponto.
Enfim, cada qual tem a sua formação e percepção sobre as demandas intimistas e
sabe a hora de bater à porta do consultório.
Vencidas estas
barreiras ainda restam algumas dúvidas sobre dar ou não dar este passo.
Escolher um analista é uma tarefa preocupante para quem quer fazer terapia. As
perguntas mais frequentes que passam pela cabeça do candidato a deitar no divã
são as mais variadas possíveis: “E se eu não me agradar do analista depois de
começar o tratamento?” ou “Como vou confiar meus segredos a uma pessoa que não
conheço?” ou mesmo “Para que vou vasculhar o passado se não posso mudar nada do
que aconteceu?” Talvez não tenha argumentos para convencer o leitor da
importância da terapia até que cada um compreenda por si mesmo as coisas que
mudaram em razão da análise. Pode ser que nem tudo seja resolvido na beira do
divã, mas tem muita coisa na vida da gente que precisa ser entendida com a
ajuda de um profissional especialmente preparado para ajudar pessoas que querem
se encontrar.
Pense nisso.
Castilho
S.Sanhudo – Psicanalista Didata